sábado, 17 de julho de 2010

As melhores cervejas comerciais dos EUA


Saiu o ranking 2010 da revista Zymurgy, publicação da American Homebrewers Association, com as melhores cervejas comerciais à venda nos Estados Unidos. A lista é feita a partir das 20 cervejas favoritas de cada leitor. A única regra é que a cerveja seja vendida em algum ponto dos EUA. A vencedora pelo segundo ano consecutivo foi a Russian River's Pliny the Elder, de Santa Rosa, na Califórnia. Cerveja que, infelizmente, eu nunca tinha ouvido falar. Digo infelizmente porque, vendo a lista (que tem mais de 50 cervejas e 25 cervejarias), fica claro que aqui no Brasil, apesar do avanço espetacular de alguns bravos e dedicados desbravadores da cultura cervejeira brasileira, ainda estamos muito atrasados em relação aos americanos. Pelo menos, comercialmente. Disponíveis no nosso mercado só identifiquei a irlandesa Guinness, as belgas Duvel e Orval e a canadense Unibroue La Fin Du Monde.

Enquanto elas não chegam por aqui, fica a dica para quem vai aos EUA, ou mora lá, destas mais de 50 cervejas consideradas as melhores à disposição por lá.

terça-feira, 13 de julho de 2010

A primeira Chimay The Magnum ninguém esquece

 Sexta, 23:30 - Beertaste - Rio de Janeiro, RJ

Passada básica no Beertaste antes de voltar pra casa e caio na armadilha de sempre. Uma cerveja especial puxa outra e a lista impronunciável de nomes alemães, holandeses e belgas começa a se estender, junto com a hora que voa. Como essa trapista Chimay, que se pronuncia "ximé" e encerrou a noite com seus 9% de teor alcoólico. Era a Chimay Blue Grande Réserve de 1,5 litro, conhecida como The Magnum. Mais que uma cerveja belga feita por monges trapistas, ela é um acontecimento. Digno de ser registrado, mesmo que pela lente paliativa de um celular. Na foto, o feliz cervejeiro que vos escreve, acompanhado de Jayme Mamute, Bruno Couto e nosso anfitrião Leo Oliveira.

Amém.

Cervejas belgas + salsichas alemães

terça-feira, 18 de maio de 2010

Eu estive lá antes da Madonna

Sábado, 13:45 - Restaurante Aprazível - Rio de Janeiro, RJ

O nome já diz tudo: Aprazível. Um dos restaurantes mais bem localizados e charmosos do Rio de Janeiro tem o adjetivo que melhor o define no cartão de visita. Pra começar, essa vista de dar água na boca recepciona e encanta quem baixa por lá. Aliás, sobe, porque o Aprazível fica em Santa Teresa, na rua de mesmo nome. Essa é uma das visões mais inusitadas do Rio. A ponte, o relógio da Central do Brasil e a Baía da Guanabara vistas num mesmo ângulo, com a vegetação e o casario europeu como moldura.

Sábado, 14:00 - Restaurante Aprazível - Rio de Janeiro, RJ

Eu nasci em Santa Teresa, muito antes do Aprazível, mas é sempre bom ter um motivo a mais para voltar ao seu bairro. Fui lá muitas vezes. Nessa ocasião levei meus amigos de Curitiba que estavam em cartaz com uma peça no Rio, numa temporada no SESC. Esse daí olhando pra câmera é meu amigo de longa data, Márcio Abreu, dramaturgo e diretor de teatro premiadíssimo, da Companhia Brasileira de Teatro. Ao lado dele é o André Coelho, ator da companhia.

Sábado, 14:00 - Restaurante Aprazível - Rio de Janeiro, RJ

Conosco estava também outro grande amigo, Luiz Melo, um dos melhores atores brasileiros que eu já tive o prazer de ver atuar. O Melo é de Curitiba, mas mora meio aqui no Rio, meio no Paraná. A gente dá muita risada quando se reúne.

 Sábado, 14:35 - Restaurante Aprazível - Rio de Janeiro, RJ

Eu ataquei de Marreco Aprazível, um dos campeões de pedidos da casa. Pato grelhado com molho de ameixa e vinho branco, acompanhado de arroz selvagem e um delicioso purê de maçã. A carne vem fatiada e tenra, quase desmancha na boca. O prato todo puxa para o adocicado, mas sem ser nada enjoativo.

Sábado, 14:40 - Restaurante Aprazível - Rio de Janeiro, RJ

O Melo uniu a culinária nordestina com a mineira. Pediu a Picanha ao Sol, outro prato tradicional do Aprazível. A carne, maturada em sal de ervas, vem acompanhada de feijão de corda e farofa de abobrinha com farinha de flocos de milho e ovos caipiras.

Uma super dica pra quem não conhece e para os cariocas que querem impressionar seus amigos de fora. Vale por tudo. Pelo astral, pelo ambiente, pela vista e - sobretudo - pela comida. Em fevereiro, quando veio ao Brasil pela última vez, a Madonna foi almoçar no Aprazível. Mas eu estive lá muito antes dela...

Marreco + purê de maçã + arroz selvagem + picanha maturada + farofa de flocos de milho + cerveja

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Que bolinho bate um bolão?

Sábado, 13:00 - Terminal Menezes Cortes - Rio de Janeiro, RJ

Em 2006, essa galera se reuniu para fazer a primeira Expedição Degustativa idealizada pelo meu amigo Guilherme Studart. Na versão inicial, em busca do melhor bolinho de bacalhau do Rio de Janeiro. Uma iniciativa que virou uma série e se transformou na edição "de comer" do guia Rio Botequim.

Sábado, 13:45 - Caneco Gelado do Mário - Niterói, RJ

A primeira parada foi do outro lado da Ponte, em Niterói, no Caneco Gelado do Mário, que funciona no mesmo local desde 1968. Desde a inauguração, é o próprio Mário que compra os peixes e comanda a cozinha pessoalmente todos os dias. O bolinho pode ser grande, por unidade, ou porção com bolinhos menores. Peça também o pastel de siri, que quem conhece não dispensa.

Sábado, 14:30 - Rei do Bolinho de Bacalhau - Rio de Janeiro, RJ

De Niterói fomos para a Ilha do Governador provar os famosos bolinhos do seu Sebastião, este simpático português que fez fama preparando o petisco sem contato manual, moldando um a um com duas colheres. É isso que dá esse formato de kibe. O lugar é simples, serve só bolinho de bacalhau e batata frita, mas é show de bola. Vale a visita.

Sábado, 16:00 - CADEG - Rio de Janeiro, RJ

Nossa terceira visita foi à CADEG, em Benfica, o maior centro de abastecimento do Rio, onde rola todos os sábados uma animada reunião da comunidade lusa. Em torno da adega Flor do Mercado, nos fundos da CADEG, tem música da terrinha ao vivo, ao som do acordeon, sardinha na brasa, doces portugueses e bolinho de bacalhau. Mas tem que ir bem cedo. Quando chegamos lá eles já estavam encerrando.


Sábado, 17:30 - Bar do Adonis - Rio de Janeiro, RJ

Da CADEG fomos a pé para o Bar do Adonis, que fica a duas quadras de distância. Fomos recebidos pelo Antero, que gerencia a casa, e tivemos uma verdadeira aula sobre tipos de bacalhau, procedência, preparo, qualidade. No Adonis, o chope passa por uma serpentina de 90 metros para sair na temperatura certa, trincando, e já foi considerado o melhor da cidade por vários anos. Reparem na ficha de degustação que o Guilherme preparou para ser devidademte preenchida com diversos itens a respeito dos bolinho. Profissa.

Sábado, 19:30 - Adega D'Ouro - Rio de Janeiro, RJ

Em seguida fomos para a Adega D'Ouro, em Vicente de Carvalho. Já tinha umas seis horas que a gente estava experimentando bolinhos de bacalhau, mas o empenho era o mesmo, só que o teor alcoólico era maior que no começo. O bolinho de lá é feito com uma mão só, amassado sem ser enrolado, por isso fica com uma forma redonda porém imperfeita. Uma novidade que eu nunca tinha visto é uma azeitona preta que eles colocam. Dá um sabor especial ao bolinho. Gostei muito.


Sábado, 20:00 - Adega Bacalhau do Baixinho - Rio de Janeiro, RJ

Essa mão segurando o prato com os bolinhos recém fritos é do Baixinho, que trabalhou 20 anos na Adega D'Ouro e abriu seu próprio bar. Foi o campeão da nossa Expedição. O bolinho também leva azeitona preta e superou os outros em todos os quesitos da nossa avaliação. O lugar é longe, um pouco perigoso, mas recompensa quem se aventura. Outro dia, passando perto a trabalho, comprei uma posta de bacalhau pré-cozido que fez meu almoço ficar especial.

Sábado, 20:45 - Rei do Bacalhau - Rio de Janeiro, RJ

Terminhamos o nosso périplo gastronômico visitando o Rei do Bacalhau do Encantado. É bem tradicional e espaçoso, mas serviu para comprovar que o lugar tem mais fama que um bom bolinho de bacalhau que justifique essa fama. Mas valeu a ida até lá para avaliar e poder afirmar com certeza. Depois de experimentar diversos bolinhos de qualidade, nosso critério estava bem alto. Na foto acima, Guilherme Studart, nosso anfitrião, na sua primeira (de muitas) Expedição Degustativa. Tive o prazer de participar e de batizar - com o mesmo título que dei para esse post.

Bolinho de bacalhau + pastel de siri + cerveja + vinho

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Para comer com os olhos


Domingo, 12:20 - Bira - Barra de Guaratiba, RJ

Sempre que vem um amigo de fora  levo no Bira para comer uma moqueca e mostrar essa vista maravilhosa do Rio. Além da comida ser ótima, não tem restaurante num lugar mais especial.


Domingo, 12:45 - Bira - Barra de Guaratiba, RJ

Pra começar, pedimos pasteis de siri e camarão - deliciosos. O recheio é bem suculento e o tempero é perfeito. A qualidade da comida não cai desde que fui pela primeira vez há uns 15 anos. Para molhar o bico, meia dúzia de Cerpas num balde de gelo.

Domingo, 13:10 - Bira - Barra de Guaratiba, RJ

A natureza fica literalmnte ao alcance das mãos. As mesas ficam em um deck sobre a copa das árvores na encosta de um morro. Sempre tem uns micos que circulam por entre as mesas sem medo dos frequentadores, divertindo todo mundo. Nesse domingo estava um calor de rachar e uma cigarra fez companhia pra gente enquanto almoçávamos.

Domingo, 13:30 - Bira - Barra de Guaratiba, RJ

Depois das entradas, pedimos uma moqueca de cação, que vem acompanhada de arroz branco e farofa de dendê. Dá para três pessoas comerem tranquilamente.


Domingo, 13:30 - Bira - Barra de Guaratiba, RJ

Está mais para moqueca baiana que capixaba. Acho que leva leite de coco e dendê, mas é bem leve e com ingredientes frescos. O tempero, como sempre, não falha nunca, é ótimo.

Domingo, 14:30 - Bira - Barra de Guaratiba, RJ

Não chegue tarde. Apesar de longe, o Bira é bem concorrido. Abre ao meio-dia e pouco depois disso já está com o deck, onde ficam as melhores mesas, completamente lotado. Quando saímos a fila de espera estava enorme.

Domingo, 14:40 - Bira - Barra de Guaratiba, RJ

Pelo visto, meu amigo mexicano que mora em Chicago aprovou a comida.

Pastel de siri + pastel de camarão + moqueca de cação + Cerpas

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Duas tchecas pela primeira vez no Brasil

Quinta, 22:30 - Beertaste - Rio de Janeiro, RJ

Começo de ano corrido, não tinha ido visitar meu amigo Leo no Beertaste. Mas ontem, não sei porque, resolvi dar uma passada por lá antes de ir pra casa, depois do trabalho. Era meu sexto sentido pedindo para que eu fosse. Ele não falha nunca. Fui surpreendido por uma degustação improvisada de duas cervejas inéditas no Brasil: BrouCzech e Zatecky Export, ambas lager. Legítimas pilsners tchecas. São bem lupuladas, como todas do estilo, apresentando amargor intenso mas não tão pronunciado. A primeira, BrouCzech, é ligeiramente mais amarga, lembrando uma IPA (India Pale Ale) britânica. A outra é mais fiel ao que se espera de uma pilsner tcheca, um tom menos escura e um pouquinho mais leve. Elas tinham acabado de chegar pelas mãos do nosso amigo Giovanni Calmon, dono da Balkkon. A Balkkon é a distribuidora de cervejas especiais aqui do Rio que representa a importadora de cervejas Importbeer de Porto Alegre. Pelo que o Giovanni disse, nem os cervejeiros brasileiros mais antenados conhecem. Foi um verdadeiro furo de reportagem do Almoçário. Anote na sua lista de compras. Quando encontrar qualquer uma delas, pode pedir sem medo de errar. São ótimas.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Pizzaria San Benedetto, em Balneário Piçarras - SC

Sexta, 20:30 - Pizzaria San Benedetto - Balneário Piçarras, SC

Trabalhei durante anos em uma grande agência de propaganda em São Paulo, cujo diretor de RH era esse simpático pizzaiolo da foto. Ficamos muito amigos e nunca perdemos contato, mesmo depois que ele se aposentou em 2001, virou dono de pizzaria - a San Benedetto (vilarejo italiano, terra natal da família dele) - e foi morar com a esposa em Balneário Piçarras, próximo a Navegantes. Quando voltei de Floripa para o Rio de carro aproveitei para reencontrá-lo. Fazia 8 anos que não nos víamos.


Sexta, 20:35 - Pizzaria San Benedetto - Balneário Piçarras, SC

O bom de ser amigo de pizzaiolo e ir visitá-lo em sua pizzaria é que a pizza fica pra lá de especial. Meu grande amigo Primo Luchini preparou uma receita que só é feita para vistantes muito chegados. Pra vocês terem ideia, a massa leva pedaços inteiros de batata e os ingredientes são orgânicos, colhidos na horta que ele e a mulher mantém em casa. Vocês precisavam ver ao vivo a cor desse manjericão, fresquíssimo e muito bonito.


Sexta, 20:40 - Pizzaria San Benedetto - Balneário Piçarras, SC

Fiquei impressionado com a habilidade do Primo manejando a pá no forno a lenha. A mesma maestria que ele tinha no trato com os funcionários daquela agência paulistana, ele tem ao preparar o forno, colocar a massa para assar e tirar a pizza no ponto certo.


Sexta, 21:00 - Pizzaria San Benedetto - Balneário Piçarras, SC

O resultado foi essa pizza do chef, com massa de batata, peperoni, anchovas, muita cebola, pimentão, bastante queijo, azeitonas e manjericão fresco, que comemos enquanto relembrávamos nossos tempos de São Paulo. Um grande abraço para o Primo e sua esposa, casal que esbanja simpatia e hospitalidade. Obrigado pela agradável noite que vocês me proporcionaram. Precisamos fazer isso mais vezes.

Pizza do chef + cerveja Bohemia